Governador Witzel quer suspender contas de água, luz, gás e telefone no RJ pelo coronavírus

Foto: Reprodução

O governador Wilson Witzel está estudando a possibilidade de suspender as contas de água, luz, gás e telefone devido a crise motivada pelo coronavírus. A informação veio do jornal O Globo, e, segundo o governador, ele já pediu para que a CEDAE, empresa estatal de água, avalie essa possibilidade.

“Ela tem dinheiro em caixa para suportar isso. Estamos falando de conta de água, luz, gás e telefone, que hoje também é essencial para a sobrevivência das pessoas. Já os tributos, estou avaliando. Evidentemente alguma coisa vai ter que ser feita. O comércio não vai faturar. Então não vai nem ter o que pagar.”

O Rio de Janeiro está em estado de emergência, com diversas medidas impostas para impedir que o coronavírus (COVID-19) se espalhe. Eventos foram cancelados, aulas foram suspensas, cinema e teatro idem, e até a visitação de detentos foi cancelada.

Pontos turísticos do Rio de Janeiro também foram suspensos, e a mobilidade dos veículos foi restringida, já que foi criado um cinturão que isola a região metropolitana, significando que a circulação dos ônibus de linha, fretados e vans ficarão restritas apenas à 22 cidades ao redor do Rio. ainda sobre esse assunto, Witzel comenta que talvez tenha que cortar ainda mais, os transportes.

“É bem provável que tenhamos que cortar os transportes. Somente poderão estar nas ruas pessoas autorizadas. Amanhã (hoje) devo ter mais uma reunião com Metrô e Supervia para debater o tema. Pode ser que haja uma decisão a partir de sexta (amanhã) justamente para evitar que no sábado e no domingo a população queira ir para à praia. Mas acho que já entenderam que a praia não é mais ambiente.”

Quando questionado se ele poderá lançar mão do poder de polícia para coibir a população, ele diz que é mais um ponto que está sendo estudado, mas que prefere conscientizar as pessoas.

“Isso que nós estamos estudando agora. Mas, veja bem, temos poucos recursos humanos para enfrentar com punitivismo a desobediência às ordens sanitárias. Então o mais importante é conscientizar as pessoas. Quando você diz para a pessoa ficar em casa, o que ela vai pensar? ‘Tá, eu fico em casa, mas como vou comprar comida?'”

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